vibes em análise
PodcastGesellschaft und KulturPortugiesisch

vibes em análise

NeuARTE & SAÚDE MENTAL15.10.2026 · 1 Std. 13 Min.
Folgen
71
Erscheint
monatlich
Letzte Folge
15. Okt. 2026

Über den Podcast

como a psicanálise pode nos ajudar a refletir sobre o mundo em que vivemos e as mudanças do nosso tempo? o podcast da @floatvibes traz sessões de análise com os pesquisadores e psicanalistas André Alves @andre.alves.oli e Lucas Liedke @lucasliedke para escutar as VIBES culturais e comportamentais que estão submersas no nosso inconsciente.

Folgen 71

  1. ARTE & SAÚDE MENTAL

    1 Std. 13 Min.

    uma angústia pode caber num desenho.e o desejo se inscrever em um poema.o luto pode encontrar voz na músicaa solidão se revelar numa fotografia…e um trauma se desdobrar em “pura ficção”.isso não significa que …

    Shownotes

    uma angústia pode caber num desenho.

    e o desejo se inscrever em um poema.

    o luto pode encontrar voz na música

    a solidão se revelar numa fotografia…

    e um trauma se desdobrar em “pura ficção”.


    isso não significa que uma manifestação artística vai simplesmente dar conta das nossas questões emocionais.

    mas tudo aquilo que a gente vive psiquicamente pode ser externalizado e representado…

    e nesse processo de simbolização, também dá para inspirar e tocar as outras pessoas… e ainda provocar bons questionamentos.

    na atualidade, tem um grande paradoxo diante de todos nós:

    nunca houve tanto acesso a estímulos criativos e sensoriais, ao mesmo tempo que tem uma saturação de ruídos e conteúdo slop. e isso vai provocando um esvaziamento de sentido no consumo de objetos culturais.

    a gente sabe que a arte sempre foi um campo de elaboração do sofrimento humano. só que hoje essa capacidade fica tensionada com tantas formas novas de mal-estar:

    a hiperconectividade, a lógica algorítmica, a performance contínua de si e a dificuldade de sustentar experiências com profundidade… só pra nomear alguns sofrimentos.


    por isso vale a gente se perguntar:

    quais são relações entre arte e saúde mental ao longo da história? e no contemporâneo?

    — a arte na terapia e a arte como terapia.

    — a relação entre psicanálise e surrealismo…

    — o poder da interpretação e da catarse coletiva…

    e mais: como diferentes expressões artísticas podem atuar como dispositivos de projeção.. de deslocamento e transformação subjetiva?


    mam - curso ARTE & Saúde Mental: experiências do sensível. clique aqui


    outro episódio do Vibes em Análise citado:

    NOSTALGIA & REGRESSÃO


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da float:

    Instagram

    TikTok


    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠.

    faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠.

    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke


    produção: Fernanda Ogasawara

    captação: Jessica Nunes

    edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome

  2. QUEM AMA CONTROLA?

    1 Std. 16 Min.

    você já escutou aquela expressão “quem ama cuida”. mas o que seria exatamente “cuidado” nos dias de hoje?um tempo em que a gente dispõe de tantas ferramentas de controle e de vigilância sobre a vida …

    Shownotes

    você já escutou aquela expressão “quem ama cuida”. mas o que seria exatamente “cuidado” nos dias de hoje?

    um tempo em que a gente dispõe de tantas ferramentas de controle e de vigilância sobre a vida, especialmente a vida dos outros. supostamente… na melhor das intenções.


    “por que você demorou tanto pra responder?”

    “nossa, nem visualizou”

    “qual é a senha do seu celular?”

    “me avisa quando chegar”

    ou a clássica “me avisa a hora que vc estiver livre”


    como se, nessa vida tão corrida, até a liberdade de cada um pudesse ser monitorada ou vigiada. o controle pode vir com cara de preocupação e proteção, mas será que não tem outros sentimentos em jogo?

    e aí como ficam esses vínculos de co-dependência entre casais? ou entre amigos? ou o oposto: o medo exagerado disso acontecer.

    e na parentalidade? até onde pais e mães devem e conseguem controlar a vida dos seus filhos?

    no fim, é sempre um desafio suportar a autonomia do outro. as suas escolhas, a sua rotina, suas vidas on e offline. ainda mais quando tem tanta gente que sente prazer em controlar. e uma boa quantidade de pessoas que sente prazer em se sentir controlado.

    a questão é que a gente nunca vai saber de TUDO sobre o desejo do outro. mas ainda assim… podemos confiar? e conseguimos nos sentir amados?


    outros episódios do Vibes em Análise citados:

    COMPULSÕES DIGITAIS

    CONVERSAS QUE NÃO CONSEGUIMOS TER


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da float:

    Instagram

    TikTok

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠.

    faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠.

    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke


    produção: Fernanda Ogasawara

    captação: Jessica Nunes

    edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome

  3. ORGULHOS E VERGONHAS NACIONAIS

    1 Std. 30 Min.

    “...mas e o Brasil, hein? será que tem jeito?” - a frase é antiga, quase banal, conhecida até demais. ser brasileiro ou brasileira, ao longo da história, sempre foi ter um apetite insaciável por falar mal dos …

    Shownotes

    “...mas e o Brasil, hein? será que tem jeito?” - a frase é antiga, quase banal, conhecida até demais. ser brasileiro ou brasileira, ao longo da história, sempre foi ter um apetite insaciável por falar mal dos outros brasileiros. segundo o estudo Brasil no Espelho, da Quaest com a Globo, 51% dos brasileiros diz que valoriza o nosso povo; mas um em cada cinco, não valoriza. dá para entender o conflito; afinal, o Brasil oferece, doses cavalares de desespero e esperança, antipatia e empatia, brilho e dor, orgulho e vergonha. em resumo, open de ambivalências. e daí vem 2026, esse ano que nos serve a Copa do Mundo de Futebol da FIFA e as Eleições, eventos que são, tradicionalmente, possibilidades de euforia e de fratura, de celebração e de decepção. acontecimentos que, mais uma vez, nos fazem sentir muito orgulho e muita vergonha nacional. a gente tem assistido a essa turbulenta trama de orgulho e vergonha todos os dias, na vida e na internet. e é nessa dança entre antagonismos que o novo tem emergido.

    de fato, tem algo diferente no ar. primeiro, porque mesmo diante do tumulto permanente, 85% dos brasileiros sentem orgulho do Brasil (um dado da pesquisa Brasil no Espelho do ano passado). segundo porque, nas últimas décadas, nosso país viveu conquistas que nos fizeram inclusive apostar em uma espécie de superação do viralatismo. e diminuir o nosso profundo temor de ser uma “grande pátria desimportante”, como cantava o Cazuza.

    é por tudo isso que a gente vem conduzido um estudo chamado ORGULHOS NACIONAIS, uma investigação sobre as novas paixões, ritmos, arquétipos e identificações que têm transformado as percepções, as relações e o consumo dos brasileiros. se uma das frases mais famosas da nossa cultura nos diz “Brasil, mostra a sua cara!”, a nossa pergunta-chave nesse estudo e nesse episódio é: blza, mas qual delas?


    para expandir a nossa escuta sobre esse tema, conversamos com o Oliver Stuenkel - pesquisador, escritor e professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV).


    e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, inscreva-se no Sessão em Grupo. encontro online (ao vivo no dia 09/06 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências.


    cupom UBU: vibes20


    outros episódios do Vibes em Análise citados:

    Isso é TRAUMA?

    COMPULSÕES Digitais

    VIRALISMO

    Motivos de VERGONHA

    Café com DEUS Psicanálise



    para mais VIBES,

    acesse os perfis da float:

    Instagram

    TikTok

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠.

    faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠.

    e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.


    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    captação, edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome

  4. ISSO É TRAUMA?

    1 Std. 32 Min.

    o trauma é inassimilável. será que é por isso que as buscas globais por essa palavra no Google triplicaram entre 2015 e 2025? estamos tentando entender melhor o que é trauma… e também o que não é trauma?desde …

    Shownotes

    o trauma é inassimilável. será que é por isso que as buscas globais por essa palavra no Google triplicaram entre 2015 e 2025? estamos tentando entender melhor o que é trauma… e também o que não é trauma?

    desde sempre, a noção de trauma criou um campo muito vasto na literatura, na arte, na cultura popular, e hoje, obviamente, na internet. o termo entrou com tudo na gramática do mal-estar contemporâneo, um tempo em que o sofrimento muitas vezes não é só narrado, ele é compartilhado, performado e estilizado.

    e existe uma vida livre de trauma? possivelmente não. mas será que estamos assim todos tão traumatizados? o conceito se tornou um referencial cultural dominante, uma tentativa de fazer com que a nossa dor seja escutada e levada a sério em um mundo que dá mais valor ao que é certificado por um diagnóstico. só que, quando tudo é rotulado, empacotado e até vendido como trauma, como fazer para distinguir e atravessar as verdadeiras experiências traumáticas?


    para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos a neuropsicóloga e psicanalista Maria Nogueira Maria.


    e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, inscreva-se no Sessão em Grupo - encontro online (ao vivo no dia 19/05 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências.


    outros episódios do Vibes em Análise citados:

    O Silêncio do ABUSO

    Culto ao AUTOCONTROLE

    COMPULSÕES Digitais

  5. para mais VIBES,

    acesse os perfis da float:

    Instagram

    TikTok

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠.

    faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠.

    e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.


    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome

  6. COMPULSÕES DIGITAIS

    1 Std. 29 Min.

    durante muito tempo, discutimos a tecnoadicção como um fenômeno ligado sobretudo a mídias sociais, videogames e pornografia. mas a lógica da compulsão digital vem se deslocando cada vez mais para outros …

    Shownotes

    durante muito tempo, discutimos a tecnoadicção como um fenômeno ligado sobretudo a mídias sociais, videogames e pornografia. mas a lógica da compulsão digital vem se deslocando cada vez mais para outros domínios: as finanças gamificadas e cheias de cashbacks, as apostas e mercados de previsão, os chatbots e interfaces de IA sem os quais se tornou impossível viver, os aplicativos de trading e, para muita gente, o irresistível jogo dos cupons e das compras online. são mundos híbridos entre informação e entretenimento em que parece que a gente está sempre à beira de criar algum tipo de dependência.

    fissura. abstinência. círculo vicioso. acesso hiperfacilitado. falta de regulação. um sistema de recompensas sequestrado. sacrifícios e perdas em tantas áreas da vida.

    será que ainda tem como escolher usar… ao invés de simplesmente se sentir usado?.. e não sentir que a sua autonomia individual está sendo colonizada? alguns usuários se excedem mais que outros, mas a verdade é que o excesso está programado no próprio modo de uso. são arquiteturas que transformam as necessidades humanas legítimas em circuitos de engajamento economicamente exploráveis.


    para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos o David Nemer, Antropólogo da Tecnologia e Professor e Pesquisador da Universidade da Virgínia.


    e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, encontro online (ao vivo no dia 05/05 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da float:

    Instagram

    TikTok

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠.

    faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠.

    e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.


    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome

  7. COMUNIDADES: EROSÃO OU RECOMEÇO?

    1 Std. 31 Min.

    o historiador Eric Hobsbawm diz assim: “a palavra ‘comunidade’ nunca foi utilizada de modo mais indiscriminado e vazio do que nas décadas em que as comunidades no sentido sociológico passaram a ser difíceis de …

    Shownotes

    o historiador Eric Hobsbawm diz assim: “a palavra ‘comunidade’ nunca foi utilizada de modo mais indiscriminado e vazio do que nas décadas em que as comunidades no sentido sociológico passaram a ser difíceis de serem encontradas na vida real”. ou seja, relações mais fluidas ou precárias, empuxo ao hiper-individualismo, grupos temporários, múltiplos e frágeis. a gente está vivendo a era dos simulacros de comunidades?

    o grupo de corrida ou de crossfit, o clube do livro, o culto/igreja, o grupo de whatsapp de mães da escola…são muitos os tipos de grupos que têm ofertado algum senso de comunidade. para muitos de nós, resgatar ou mesmo criar e cultivar o sentimento de pertencimento vem se tornando uma questão de sobrevivência. afinal, estar vivo hoje é enfrentar um paradoxo muito angustiante: quais os limites entre a individualidade e a solidão? qual é o balanço na nossa vida entre Eu e Nós? um conflito que está na base do que o sociólogo Richard Sennett chamou de tirania da intimidade. nesse contexto, como engajar em uma comunidade?


    para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos a ensaísta, pesquisadora e professora de Comunicação na UFF, Paula Sibilia.


    e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, inscreva-se no Sessão em Grupo. encontro online (ao vivo no dia 21/04 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da float:

    Instagram

    TikTok

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠.

    faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠.

    e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.


    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    captação, edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome

  8. VC TEM FETICHE?

    1 Std. 14 Min.

    a gente conhece muito bem o roteiro: depois do “e aí, beleza”, "qual sua idade?”, “onde vc mora?”... é bem comum que venha aquela pergunta: “vc tem fetiche?” tem os que tem uma tara por determinadas partes do …

    Shownotes

    a gente conhece muito bem o roteiro: depois do “e aí, beleza”, "qual sua idade?”, “onde vc mora?”... é bem comum que venha aquela pergunta: “vc tem fetiche?” tem os que tem uma tara por determinadas partes do corpo, tem os que gostam de fazer sexo em lugares públicos, tem também quem diz que o único fetiche possível é o dinheiro. sem falar que a essa altura do tecnoerotismo, todo mundo conhece alguém que caiu nas graças da produção de conteúdo erótico ou se aventurou no sexting com IA. será que estamos investigando e falando mais sobre as especificidades do que nos excita?

    o cenário de recessão sexual indica que estamos transando menos, e que o tesão que levava ao ato cedeu lugar às interfaces mediadas e à tentação dos algoritmos. enquanto isso, as categorias do pornô se multiplicam a cada dia e os creators eróticos prometem realizar todas as suas fantasias, aquelas mais específicas que você não tem coragem de contar pra ninguém. mas afinal, qual é o limite de um fetiche? e o quanto ele pode libertar ou quem sabe aprisionar o exercício da nossa libido?


    para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos a influenciadora Veronica Domingues, que gosta de unir temas um pouco polêmico com humor em suas redes sociais.


    e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, inscreva-se no Sessão em Grupo. encontro online (ao vivo no dia 07/04 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da float:

    Instagram

    TikTok

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠.

    faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠.

    e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.


    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    captação, edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome

  9. CONVERSAS QUE NÃO CONSEGUIMOS TER

    1 Std. 34 Min.

    “oi, será que a gente pode conversar?” sempre tem uma coisa que a gente queria dizer mas não consegue falar, não sabe nem por onde começar. e tem também aquilo que a gente não tá disposto a escutar… e temos até …

    Shownotes

    “oi, será que a gente pode conversar?” sempre tem uma coisa que a gente queria dizer mas não consegue falar, não sabe nem por onde começar. e tem também aquilo que a gente não tá disposto a escutar… e temos até medo de como podemos reagir. sentimentos reprimidos, mensagens nunca respondidas… às vezes falta tempo ou espaço ou coragem mesmo. ou então alegamos que estamos sem paciência pra DR. e quase sempre… falta palavra. esse episódio é para todo mundo que não aguenta mais o peso de uma comunicação interrompida e perigosamente insuficiente.


    como é que pode… na era mais conectada da história, nesse faladeiro sem fim que atravessa nossos dias, a comunicação com quem mais importa ficar tão truncada, difícil e fragmentada? quando chega a hora de ter aquela conversa importante, a gente pode travar, se irritar, desanimar e fugir — como se muitos de nós estivéssemos sofrendo de um sério caso de canseira relacional. e aí, será que dá para cavar uma oportunidade e ter aquela conversa que você simplesmente ainda não conseguiu ter?


    para expandir a nossa escuta sobre esse assunto, contamos com a participação da linguista e escritora Jana Viscardi.


    e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, inscreva-se no Sessão em Grupo. um encontro online (ao vivo no dia 24/03/26 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da float:

    Instagram

    TikTok

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠.

    faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠.

    e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.


    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    captação, edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome

  10. NOSTALGIA & REGRESSÃO

    1 Std. 25 Min.

    dancinhas, caretas, figurinhas, desafios, gatinhos, vozinhas, brincadeiras, pegadinhas e fofurinhas. é impossível passar 10 minutos na internet sem cruzar com conteúdos, digamos, bem infantis e …

    Shownotes

    dancinhas, caretas, figurinhas, desafios, gatinhos, vozinhas, brincadeiras, pegadinhas e fofurinhas. é impossível passar 10 minutos na internet sem cruzar com conteúdos, digamos, bem infantis e infantilizadores. tudo num limite estranho entre inocência e apenas bobagem. é o criador de conteúdo histriônico que experimenta comidas aos berros — e tem milhões de visualizações por isso. ou tantos nutricionistas que só conseguem falar sobre boas escolhas na alimentação na base do humor. ou do escracho. isso sem falar nos funkos, reborns, labubus, coleções infinitas de brinquedos. e, claro, a pérola de 2025: adulto de chupeta e mamadeira.


    o psicanalista Donald Winnicott defendia que o sujeito se constitui a partir de uma tendência inata para a integração, o aprimoramento das relações interpessoais e o amadurecimento psíquico. e claro que, para esse desenvolvimento todo acontecer, o ambiente tem que contribuir positivamente. mas que ambiente estamos oferecendo para a juventude para além de uma cultura que infantiliza os adultos? e mais: como a indústria cultural e o mercado vêm fazendo uso da Nostalgia como um recurso emocional que provoca familiaridade, senso de identidade e conforto emocional?


    para ampliar a nossa escuta sobre o tema, contamos com a participação do Fabio Belo, psicanalista e professor de psicanálise da UFMG e apresentador do podcast Conversas virtuais sobre psicanálise.


    * esse episódio tem o apoio de Hinge, o aplicativo de relacionamentos que foi feito para ser deletado. faça o download clicando aqui.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da float:

    Instagram

    TikTok

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠.

    faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠.

    e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.


    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    captação: Zamunda Studio

    edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome

  11. SENTIDOS DO TRABALHO parte 2

    1 Std. 25 Min.

    “eu sou o meu trabalho” ou “o meu trabalho é uma parte de mim"? a discussão sobre a dimensão do trabalho nas nossas vidas não é nova, só que os tempos atuais são atravessados por diversos fatores que …

    Shownotes

    “eu sou o meu trabalho” ou “o meu trabalho é uma parte de mim"? a discussão sobre a dimensão do trabalho nas nossas vidas não é nova, só que os tempos atuais são atravessados por diversos fatores que complexificam ainda mais a distinção entre vida pessoal e profissional.

    daí se fala mais sobre gestão de tempo, procrastinação, cansaço compulsivo, autoaperfeiçoamento, as ciladas da automação, as condições do sujeito emprecariado, a pejotização, a plataformização e o medo do desamparo financeiro e da obsolescência do ser humano diante do avanço da tecnologia.

    os descontentamentos com o trabalho são um dos temas favoritos da internet - e não é para menos. a relação dos brasileiros com o trabalho anda estranha, pra dizer o mínimo. o Brasil é o 4º país mais estressado do mundo e o 2º no ranking de casos de burnout. dados recentes mostram que o país registrou mais de 470 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais. esse é o maior número desde 2014.

    tem gente que ainda diz que o brasileiro não gosta de trabalhar, mas desse jeito, quem aguenta? claro que a questão é estrutural. no fim, não é só que talvez você esteja em crise com o trabalho; é que o trabalho em si também está em crise. uma crise econômica, social e política. uma crise que precisa de muita elaboração.

    para expandir a nossa escuta sobre esse tema, tivemos a honra de escutar o psicanalista, professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e também criador do maior canal de psicanálise no YouTube, Christian Dunker. (@chrisdunker)


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da float:

    Instagram

    TikTok

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠.

    faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠.

    e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.


    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome

  12. TRETAS ONLINE

    1 Std. 30 Min.Folge 60

    desabafos, rage-baiting, vídeos absurdos, opiniões forçadas, postagens sensacionalistas, guerras musicais, indignação, haters e muito, mas muito textão. é impossível passar um dia sequer nas mídias sociais sem …

    Shownotes

    desabafos, rage-baiting, vídeos absurdos, opiniões forçadas, postagens sensacionalistas, guerras musicais, indignação, haters e muito, mas muito textão. é impossível passar um dia sequer nas mídias sociais sem passar raiva. a gente até sabe que o nosso ódio tem sido instrumentalizado para aumentar o engajamento e, mesmo assim, parece que se tornou impossível resistir. e a nossa única certeza é que hoje a internet vai estragar o meu dia.

    será que um comentário negativo tem o poder de anular 100 elogios? sim. até porque a gente sabe que a “condição cronicamente online” é sobre estar sempre à flor da pele. existiu um tempo em que os nossos sentimentos eram mais retidos na nossa vida privada, mas hoje sentimos em público: os afetos e as emoções passam a ser mais sociais, conectados pela tecnologia. e aí é fácil cair em um modo de viver e interagir com mais Tempestividade, ou seja — é intenso, elétrico, estimulante e dopamínico.


    para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos o arte educador Guilherme Terreri (@rita_von_hunty)


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da float:

    Instagram

    TikTok

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠.

    faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠.

    e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.


    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome

  13. NÃO SABER DIZER NÃO

    1 Std. 14 Min.

    NÃO se tornou uma palavra de ordem do autocuidado contemporâneo. mas como foi que chegamos até aqui? “não saber dizer NÃO” virou um tipo de sintoma cultural do nosso tempo, de uma sociedade marcada por …

    Shownotes

    NÃO se tornou uma palavra de ordem do autocuidado contemporâneo. mas como foi que chegamos até aqui? “não saber dizer NÃO” virou um tipo de sintoma cultural do nosso tempo, de uma sociedade marcada por excessos, tanto de ofertas quanto de demandas. e aí, conseguir estabelecer bem os limites e saber dizer NÃO passa a ser visto como um sinal positivo de resistência, um gesto político importante ou talvez até um estilo de vida aspiracional.

    mas e quando não se consegue dizer esses NÃOs? muita gente não resiste ao impulso de agradar e se submete ao que não queria. mas como se diz nos quatro cantos da internet, “toda vez que se diz sim querendo dizer NÃO, morre um pedaço de você.” — a frase eternizada por Albert Einstein resume como a dificuldade de dizer NÃO pode produzir ansiedades, angústia e conflitos relacionais. e, muitas vezes, escancara a dificuldade do sujeito de decidir a favor de si mesmo.


    para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos a empresária e investidora Monique Evelle.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da float:

    Instagram

    TikTok

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠.

    faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠.

    e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.


    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome

  14. MANUAL IMPOSSÍVEL DA TRAIÇÃO

    1 Std. 20 Min.Folge 58

    dizem que só existe um erro na vida que não pode ser corrigido: a traição. talvez porque poucas experiências emocionais da nossa vida sejam capazes de abalar tanto a nossa confiança no outro, em nós mesmos, nas …

    Shownotes

    dizem que só existe um erro na vida que não pode ser corrigido: a traição. talvez porque poucas experiências emocionais da nossa vida sejam capazes de abalar tanto a nossa confiança no outro, em nós mesmos, nas relações. a traição provoca uma série de questionamentos: por que você fez isso? por que dói tanto? não me ama mais? ou quem sabe nunca me amou? e agora, tem volta? você me perdoa? eu sou capaz de perdoar? e, em última instância, por que as pessoas traem?

    tantas questões nos provocam a imaginar se dá pra pensar em um Manual da Traição. — afinal, o que fazer quando você foi traído? e o que fazer quando foi você que traiu ou continua traindo?... qualquer resposta pronta e definitiva pra essas perguntas seria muita ingenuidade, mas vamos levantar alguns pontos que podem nos ajudar a pensar sobre a complexidade da traição.

    para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos a escritora e psicanalista Ana Suy.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da float:

    Instagram

    TikTok

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠.

    faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠.

    e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.


    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome

  15. O FANTASMA DA INSÔNIA

    1 Std. 26 Min.Staffel 57 · Folge 57

    1 em cada 3 brasileiros sofre de insônia. são cerca de 73 milhões de pessoas. enquanto isso, o consumo de medicamentos para dormir só aumenta e se populariza de forma irrestrita. mas o que mais podemos pensar e …

    Shownotes

    1 em cada 3 brasileiros sofre de insônia. são cerca de 73 milhões de pessoas. enquanto isso, o consumo de medicamentos para dormir só aumenta e se populariza de forma irrestrita. mas o que mais podemos pensar e falar sobre o fenômeno contemporâneo da insônia para além dos dados alarmantes e das críticas à indústria farmacêutica?

    para a psicanálise, é na improdutividade do sono que se produzem algumas das pontes mais frutíferas com o desejo e com o inconsciente. como disse Aristóteles, o sono não produz nada, mas contém a potencialidade de toda produção. só que quando somos tomados por uma epidemia de distúrbios do sono, vamos ter que elaborar melhor toda a potencialidade da insônia.

    para expandir a nossa escuta sobre esse tema, contamos com a participação do psicanalista, psiquiatra e professor de psicopatologia clínica Mario Eduardo Costa Pereira.


    - Cupom Emma Colchões: VIBES (link)


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da float:

    Instagram

    TikTok

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠.

    faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠.

    e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.

    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    arte, edição e montagem: Jessica Correa

  16. DA RIXA AO RANÇO

    58 Min.

    ficar de bode, enjoar, pegar antipatia, ou birra, peguei ar. tem certas pessoas que despertam aversão de cara, ou um tipo de raiva, desprezo e até repulsa. às vezes você sabe muito bem por quais razões isso …

    Shownotes

    ficar de bode, enjoar, pegar antipatia, ou birra, peguei ar. tem certas pessoas que despertam aversão de cara, ou um tipo de raiva, desprezo e até repulsa. às vezes você sabe muito bem por quais razões isso acontece, mas em alguns casos você não faz a menor ideia. e no meio dessa ciranda de afetos, uma certeza parece inabalável e irreversível: você pegou ranço.

    a palavra "ranço" vem do latim “rancidus”, que significa "gordura ou manteiga estragada" — ou seja, é aquela coisa que passou do ponto, oxidou, e começou a exalar um cheiro forte e desagradável. ranço definitivamente não é indiferença, e persiste com o tempo.

    enquanto a rixa até parece que tem explicação, o bode pode vir de uma pessoa que basicamente não te fez nada, ou que você nem conhece direito — ela só é quem ela é. o jeito irrita, a presença incomoda, dá até preguiça de conviver ou chegar perto pra conhecer.

    é basicamente uma sensação de querer eliminar pessoas do nosso círculo social ou mesmo do nosso campo de visão. será que a gente anda tendo menos tolerância para lidar com os outros? e o que podemos fazer com essas rixas e ranços que nos atravessam?

    para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos a escritora, podcaster e fundadora da plataforma Obvious, Marcela Ceribelli.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da float:

    Instagram

    TikTok

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠.

    faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠.


    e se vc quiser ajudar a manter esse podcast no ar, eliminar os breaks comerciais e ainda receber conteúdos exclusivos, pode nos apoiar através do ⁠apoia.se⁠.


    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome


    refs.

    Introdução à obra de Melanie Klein — Hannah Segal

    Bom dia, obvious — Intimidade Sintética (com André Alves)

    Why you're lonely — Robert Putnam (entrevista New York Times)

  17. INTIMIDADES SINTÉTICAS

    1 Std. 15 Min.

    o filme Her (Ela), de 2013, onde um escritor se apaixona por sua assistente virtual, nunca pareceu tão atual. e é muito curioso pensar que a ficção futurista se passa exatamente em 2025.segundo o Institute of …

    Shownotes

    o filme Her (Ela), de 2013, onde um escritor se apaixona por sua assistente virtual, nunca pareceu tão atual. e é muito curioso pensar que a ficção futurista se passa exatamente em 2025.

    segundo o Institute of Family Studies, 1 em cada 4 jovens adultos acha que namorados/as gerados por IA podem vir a substituir o romance na vida real. e uma pesquisa da Talk, mostrou que 31% dos brasileiros acreditam que as pessoas deveriam ter o direito de casar com uma IA. enquanto isso, a OpenAI (criadora do ChatGPT) alega uma suposta preocupação sobre usuários que estão se tornando emocionalmente dependentes de IAs.

    mas o problema também está aqui entre nós, pois as relações entre humanos não andam nada bem. não só estamos sofrendo de solidão e nos relacionando menos, mas nossa saúde social é cada vez mais atravessada e intermediada pelas lógicas bastante nocivas das ferramentas digitais. conquistar e cultivar intimidade se tornou um desafio do nosso tempo.

    para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos a psicanalista e pesquisadora de relacionamentos Carol Tilkian do projeto Amores Possíveis.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da float:

    Instagram

    TikTok

    assine nossa newsletter no Substack.

    faça parte do nosso grupo no Telegram.

    e se vc quiser ajudar a manter esse podcast no ar, eliminar os breaks comerciais e ainda receber conteúdos exclusivos, pode nos apoiar através do apoia.se.


    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome


    refs.

    Reinvenção da Intimidade — Christian Dunker

    Your A.I. Lover will change you — The New Yorker

    O amor rasteiro das máquinas inteligentes — Deivison Faustino (Outras palavras)

  18. CAFÉ COM DEUS PSICANÁLISE

    1 Std. 24 Min.

    a religião pertence ao campo das ilusões? a fé é um mecanismo de alienação psíquica?na psicanálise, Freud não diz que Deus não existe, mas nos convida a pensar em como a religião é uma espécie de neurose …

    Shownotes

    a religião pertence ao campo das ilusões? a fé é um mecanismo de alienação psíquica?

    na psicanálise, Freud não diz que Deus não existe, mas nos convida a pensar em como a religião é uma espécie de neurose coletiva — uma doutrina que pode nos guiar e orientar em direção à transcendência e espiritualidade… ou nos aprisionar em um modelo de controle social ou mesmo em uma mentalidade de seita; até porque toda religião sempre envolve um exercício de poder.

    para complicar, os períodos de grandes incertezas e instabilidade são conhecidos pelo aumento do apelo às religiões, ainda mais no Brasil, onde 90% da população (Ipsos) acredita que Deus ajuda a superar crises.

    esse é um pacto coletivo que assegura nossa inserção na cultura e na civilização, e que tenta proteger o ser humano do desamparo existencial. ao mesmo tempo, sabemos que a religião também pode servir justamente para fazer uso e tirar aproveitar do nosso desamparo. aí realmente… é aquele Deus nos acuda.


    * para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos a economista e ativista Alessandra Orofino do podcast Calma Urgente e o psicanalista e professor no Instituto de Psicologia da USP, Gabriel Binkowski.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da float:

    Instagram

    TikTok


    assine nossa newsletter no Substack

    faça parte do nosso grupo no Telegram

    e se vc quer ajudar a manter esse podcast no ar, eliminar os breaks comerciais e ainda receber conteúdos exclusivos, pode nos apoiar através do apoia.se


    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome


    refs.

    O Futuro de uma Ilusão — Freud

    Religião e psicanálise - Gabriel Binkowski, Edin Abumanssur, Eduardo Silva (Orgs)

    A fé e o fuzil: Crime e religião no Brasil do século XXI — Bruno Paes Manso

  19. MAL-ESTAR NA ADOLESCÊNCIA

    1 Std. 13 Min.

    ser adolescente nunca foi fácil. é o furacão de hormônios, as inseguranças da sexualidade, a pressão dos pais, da escola, dos amigos, da vida social. e, no meio de tudo isso, ainda ter que decidir o que fazer …

    Shownotes

    ser adolescente nunca foi fácil. é o furacão de hormônios, as inseguranças da sexualidade, a pressão dos pais, da escola, dos amigos, da vida social. e, no meio de tudo isso, ainda ter que decidir o que fazer da vida (/do futuro). é uma fase inevitável de angústias, incertezas e novos sintomas.


    só que o estado atual do mundo tem intensificado ainda mais esse caldeirão pulsional. a juventude é, afinal, a esponja do mundo. ou seja, absorve e intensifica as características mais potentes — ou mais destrutivas — do espírito do tempo.


    por isso mesmo, ser adolescente hoje vem com uma camada extra de pressão: do sucesso na internet à busca pela beleza perfeita. do desempenho máximo ao sonho de se tornar bilionário. e, claro, a responsabilidade de salvar o mundo. e assim, uma etapa da vida que é fundamentalmente sobre experimentação pode se tornar uma experiência desafiadora de inadequação.


    das crises de saúde mental ao bullying e episódios de violência, adolescer nos tempos atuais é uma condição de mal-estar. ainda mais quando a sopa de letras da teoria geracional insiste em propagar estereótipos e preconceitos. sim, a juventude atual merece mais do que um diagnóstico de “geração perdida”.


    para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos o comunicador e pesquisador o Matheus Sodré e o psicanalista e também pesquisador Sandro Cavallote.

    para mais VIBES,

    acesse os perfis da float:

    Instagram

    TikTok

    faça parte do nosso grupo no Telegram

    e assine nossa newsletter no Substack

    e se vc quiser ajudar a manter esse podcast no ar, retirar os breaks comerciais e receber conteúdos exclusivos, pode se tornar apoiador da floatvibes através do apoia.se


    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome


    * esse episódio tem o apoio da Drogaria São Paulo e Drogarias Pacheco, bandeiras do Grupo DPSP, que se dedicam ao cuidado com a saúde e bem-estar, e que entendem que saúde mental também é uma parte essencial da qualidade de vida.


    refs


    Esse Sujeito Adolescente — Sonia Alberti


    Documentário Social Studies


    Geração Quarto — Hugo Monteiro


  20. CULTO AO AUTOCONTROLE

    1 Std. 10 Min.

    estudar mais. trabalhar melhor. retomar a dieta. parar de fumar. praticar exercícios físicos. dormir e acordar na hora certa…é tudo uma questão de disciplina e força de vontade? se você acredita que sim …

    Shownotes

    estudar mais. trabalhar melhor. retomar a dieta. parar de fumar. praticar exercícios físicos. dormir e acordar na hora certa…é tudo uma questão de disciplina e força de vontade? se você acredita que sim, parabéns! você é seguidor do CULTO AO AUTOCONTROLE.


    em um tempo tomado pelo desempenho, a internet e a cultura estão cheias de abordagens, métodos, conteúdos e objetos culturais que prometem sucesso e bom desempenho, desde que o sujeito contemporâneo seja muito dedicado, rigoroso.. e, claro, consiga dominar tudo o que sente e faz.


    na tentativa de lidar melhor com essa crescente demanda por autocontrole, recorremos aos campos da Inteligência Emocional, Estoicismo, Terapia da Aceitação e Compromisso, Neurociência, Hábitos Atômicos, Detox e Menus de Dopamina… e tantas outras abordagens e discursos.


    ironicamente, o que não falta são queixas de falta de foco e procrastinação. daí o que o sujeito do CULTO AO AUTOCONTROLE faz? mergulha em frustração, culpabilização, vergonha e doses implacáveis de autocrítica. uma busca pela melhor versão que, geralmente, não acaba nada bem.


    não dá pra viver no descontrole , mas também não vai dar pra só alimentar uma contínua guerra contra si mesmo. e para nos ajudar a elaborar esse tema, convidamos o Thiago Guimarães, que você talvez conheça como Ora Thiago, o canal em que ele fala sobre cultura pop e comportamento.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis floatvibes:

    Instagram

    TikTok

    faça parte do nosos grupo no Telegram

    assine nossa newsletter no Substack



    e se vc quiser ajudar a manter esse podcast no ar e receber conteúdos exclusivos, pode se tornar um membro através do apoia.se!


    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome


    * esse episódio tem o apoio da Drogaria São Paulo e Drogarias Pacheco, bandeiras do Grupo DPSP, que se dedicam ao cuidado com a saúde e bem-estar, e que entendem que saúde mental também é uma parte essencial da qualidade de vida.


    refs


    Against Self-Criticism — Adam Philips


    A estetização do mundo, Gilles Lipovetsky e Jean Serroy


    PRODUTIVIDADE (em tempos de IA)



  21. O SILÊNCIO DO ABUSO

    1 Std. 18 Min.Folge 51

    existem dores e machucados que você enxerga… como um hematoma ou uma cicatriz na pele. tem outras que se escondem na nossa alma. são as feridas que povoam nossa mente… e que muitas vezes nos silenciam, e a …

    Shownotes

    existem dores e machucados que você enxerga… como um hematoma ou uma cicatriz na pele. tem outras que se escondem na nossa alma. são as feridas que povoam nossa mente… e que muitas vezes nos silenciam, e a gente já nem sabe como tentar se curar ou pedir ajuda.

    abusøs e assédiøs acontecem de muitas formas: no físico, psicológico, no verbal, não-verbal. um toque não consentido, uma palavra que humilha, um segredo que nos corrói por dentro. esse é um mal mais comum do que se pensa, que se infiltra em espaços onde deveria existir segurança — na nossa casa, no ambiente de trabalho, na escola, no transporte público, nas nossas relações com estranhos que acabamos de conhecer… ou com pessoas muito muito… íntimas.

    falar mais sobre esse tema tão difícil é imprescindível porque precisamos nos educar, nos fortalecer, desconstruir mitos e medos. e romper com o pacto de silêncio que encobre a violência. é dar suporte a quem precisa, criar redes de acolhimento, fortalecer leis que possam proteger e punir.

    e, acima de tudo, é preciso falar mais e escutar mais — sem invalidar, sem minimizar. quando um relato desses encontra espaço, quando uma vítima é vista e acreditada e protegida, o ciclo começa a se romper. e, um dia, talvez… O Silêncio do ABUSO se transforme em justiça e cura.


    para expandir nossa escuta e trazer vozes femininas importantes para essa conversa, contamos com as participações da psicanalista Ana Laura Prates e da jornalista e escritora Milly Lacombe.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis ⁠floatvibes⁠:

    ⁠Instagram⁠

    ⁠TikTok⁠

    faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠,

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠,

    e se vc quer ajudar a manter esse podcast no ar e receber conteúdos exclusivos, pode se tornar membro através do ⁠apoia.se⁠.

    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    captação, edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome


    * esse episódio tem o apoio da Drogaria São Paulo e Drogarias Pacheco, bandeiras do Grupo DPSP, que se dedicam ao cuidado com a saúde e bem-estar, e que entendem que saúde mental também é uma parte essencial da qualidade de vida.


    refs.

    Por que o homem comum estupra? — Vera Iaconelli

    O corpo guarda as marcas: Cérebro, mente e corpo na cura do trauma — Bessel van der Kolk

    Ferenczi — Christian Dunker

  22. SAUDADE DO FUTURO

    1 Std. 4 Min.

    as emoções dessa época de virada do ano sempre nos provocam a pensar no nosso grau de impotência (ou impossibilidade) perante o futuro. afinal, o que está nas nossas mãos para repetir, mudar ou simplesmente …

    Shownotes

    as emoções dessa época de virada do ano sempre nos provocam a pensar no nosso grau de impotência (ou impossibilidade) perante o futuro. afinal, o que está nas nossas mãos para repetir, mudar ou simplesmente deixar ir?


    já faz tempo que muitos teóricos e autores chamam atenção para uma noção de futuro obscuro na contemporaneidade; uma espécie de colapso da capacidade humana de imaginar e projetar futuros desejáveis para o sujeito e para o coletivo.


    e é entre sentimentos ambíguos de nostalgia, esperança, medo, grandes expectativas e frustrações, que chegamos nessa hora mágica de encarar nossos sonhos e desejos e se lançar à incerteza do amanhã.


    para ampliar o entendimento sobre essas passagens temporais, contamos com a participação do Renato Noguera, doutor em filosofia pela UFRJ, professor, autor de diversos livros, e pesquisador do Laboratório de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas.



    para mais VIBES,

    acesse os perfis da float:

    Instagram

    TikTok

    faça parte do nosso grupo do Telegram,

    assine nossa newsletter no Substack,

    e se vc quer ajudar a manter esse podcast no ar e receber conteúdos exclusivos, pode se tornar um membro através do apoia.se.


    —


    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    captação: Zamunda

    edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome


    esse episódio tem o apoio da Drogaria São Paulo e Drogarias Pacheco, bandeiras do Grupo DPSP, que se dedicam ao cuidado com a saúde e bem-estar, e que entendem que saúde mental também é uma parte essencial da qualidade de vida.


    refs

    Depois do Futuro — Franco Berardi


    Revista Cult — O lento cancelamento do futuro


    O desaparecimento dos rituais: Uma topologia do presente — Byung-Chul Han

  23. CYBERCONDRIA

    1 Std. 1 Min.Staffel 7 · Folge 49

    você sofre de medo ou preocupação excessiva com doenças? e como os conteúdos sobre saúde, diagnósticos e tratamentos intensificam esses sentimentos? hipocondria é um nome um tanto problemático para fazer …

    Shownotes

    você sofre de medo ou preocupação excessiva com doenças? e como os conteúdos sobre saúde, diagnósticos e tratamentos intensificam esses sentimentos?


    hipocondria é um nome um tanto problemático para fazer referência a um tipo de transtorno psíquico de ansiedade que faz o sujeito sofrer da dúvida ou certeza de doenças que não consegue identificar ou tratar.


    mas o que acontece quando esse fenômeno é potencializado por uma condição cronicamente online — marcada pelo ritmo algorítmico do conteúdo, por uma crescente onda de médicos creators e influenciadores que têm suas próprias doenças como vertical editorial? nesse contexto hipermidiático, os efeitos psicossomáticos desse mal-estar podem ser ainda mais perigosos.


    para expandir a escuta nesse tema tão complexo, contamos com as falas dos psicanalistas Rubens M. Volich e Mario Eduardo Costa Pereira.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da ⁠float⁠:

    ⁠Instagram⁠

    ⁠TikTok⁠

    faça parte do nosso grupo do ⁠Telegram⁠,

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠,

    e se vc quer ajudar a manter esse podcast no ar e receber conteúdos exclusivos, pode se tornar um membro através do ⁠apoia.se⁠.


    pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke

    produção: Fernanda Ogasawara

    captação: Zamunda

    edição e montagem: Jessica Correa

    arte: Gustavo Jácome


    * esse episódio tem o apoio da Drogaria São Paulo e Drogarias Pacheco, bandeiras do Grupo DPSP, que se dedicam ao cuidado com a saúde e bem-estar, e que entendem que saúde mental também é uma parte essencial da qualidade de vida.


    refs.

    Impasses da alma, desafios do corpo: Figuras da hipocondria — Rubens M. Volich


    A Body Made of Glass: A Cultural History of Hypochondria — Caroline Crampton


    As formas corporais do sofrimento: a imagem da hipocondria — Maria Helena Fernandes

  24. CRISE & RISO

    1 Std. 1 Min.Folge 48

    qual é o limite do humor? esse clássico debate filosófico e ético provoca conversas acaloradas há séculos. o humor pode ser considerado fútil ou inteligente. ou nobre e virtuoso. mas também grotesco …

    Shownotes

    qual é o limite do humor?

    esse clássico debate filosófico e ético provoca conversas acaloradas há séculos. o humor pode ser considerado fútil ou inteligente. ou nobre e virtuoso. mas também grotesco... geralmente, tudo meio junto e misturado. o que parece ser unânime é que, tem dias e situações em que só o humor salva. como diz o meme, “tenho certeza que só não enlouqueci até hoje porque acho tudo muito engraçado.”


    mas afinal, a comédia reflete o estado atual da cultura e da sociedade ou só serve para nos deixar alienados? pode ser um tipo de saída criativa ou reflexão crítica da realidade? ou apenas nos alienar ao acharmos graça de tudo?


    para pensar nas funções e efeitos do humor, contamos com o ator, humorista, roteirista e escritor Gregório Duvivier. e também com a Nadja Moraes, que é psicanalista, palhaça e pesquisadora do humor.


    esse episódio tem o apoio da WALK, uma iniciativa criada para abrir a cabeça das marcas e ajudar elas a serem parte da solução para um mundo melhor.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da ⁠float⁠:

    ⁠Instagram⁠

    ⁠TikTok⁠

    faça parte do nosso grupo do ⁠Telegram⁠,

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠,

    e se vc quer ajudar a manter esse podcast no ar e receber conteúdos exclusivos, pode se tornar um membro através do ⁠apoia.se⁠.


    apresentação

    André Alves

    Lucas Liedke


    refs

    Obras Completas vol. 7: O chiste e sua relação com o inconsciente — Freud


    Farofa da Estupidez — Maria Homem


    O Palhaço e o psicanalista: Como escutar os outros pode transformar vidas — Christian Dunker e Cláudio Thebas


    Psicanálise e Humor - por Nadja Moraes, Casa do Saber



  25. A ERA DOS FANDOMS

    1 Std. 2 Min.Folge 47

    swifties, fiéis, little monsters, vitta lovers, torcida tricolor, potterheads, lolzeiros. do esporte à música pop, dos games ao audiovisual, a lógica dos FANDOMS é cada vez mais dominante na cultura …

    Shownotes

    swifties, fiéis, little monsters, vitta lovers, torcida tricolor, potterheads, lolzeiros. do esporte à música pop, dos games ao audiovisual, a lógica dos FANDOMS é cada vez mais dominante na cultura contemporânea.


    tanto é que muitas das suas gírias se tornaram o vocabulário das mídias sociais, spin-offs, admins, haters, spoilers (e outros termos desse universo) foram incorporados pela cultura de massa… e suas formas de engajamento passaram a fomentar a criatividade e inspirar diferentes manifestações de afeto nas redes: do amor ao ódio. sem falar nas piadas internas produzem os memes que sustentam nossas coleções de stickers.


    a cultura dos fãs forjou a internet que a gente conhece hoje. antes que a maioria das pessoas usassem as redes para qualquer coisa, os fãs já a usavam pra praticamente tudo. se fãs já foram vistos antes como “fangirls histéricas” ou "nerds esquisitos", hoje, os fãs são criadores, inovadores e, sobretudo, sujeitos que produzem, consomem e querem ser servidos.


    entre identificações maciças, idealizações excessivas, amores narcísicos e muito apego parassocial, A Era dos FANDOMS é uma espécie de neo-feudalismo tecnológico em que muito poder poder está concentrado nos reinos dos fãs. mas quais são os impactos dessa idolatria? e o que essa identificação tão projetiva com figuras públicas, grupos ou objetos culturais produz na nossa vinculação? ou mesmo na nossa capacidade de lidar com a diferença e com a frustração?


    para expandir nossa escuta, convidamos o doutor em Comunicação, pesquisador dos fãs e professor na ESPM Rio Pedro Curi; e a Adriana Amaral, jornalista, também doutora em Comunicação Social e coordenadora do CULTPOP - Laboratório de Pesquisa em Cultura Pop, Comunicação e Tecnologias.


    o estudo A Era dos FANDOMS é o maior estudo sobre fãs já feito no Brasil, resultado de uma parceria entre o instituto de pesquisa em cultura e comportamento floatvibes e a agência Monks.


    > uma prévia desse relatório está disponível para acesso gratuito.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da ⁠float⁠:

    ⁠Instagram⁠

    ⁠TikTok⁠

    faça parte do nosso grupo do ⁠Telegram⁠,

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠,

    e se vc quer ajudar a manter esse podcast no ar e receber conteúdos exclusivos, pode se tornar um membro através do ⁠apoia.se⁠.


    apresentação

    André Alves

    Lucas Liedke


  26. DE REPENTE VELHOS

    1 Std. 1 Min.Folge 46

    “a velhice é o último tabu". a famosa frase da filósofa Simone de Beauvoir resume como é difícil falar e pensar sobre o envelhecimento. ainda mais hoje com tantos produtos e discursos que nos prometem congelar …

    Shownotes

    “a velhice é o último tabu". a famosa frase da filósofa Simone de Beauvoir resume como é difícil falar e pensar sobre o envelhecimento. ainda mais hoje com tantos produtos e discursos que nos prometem congelar e até reverter o tempo.


    1 em cada 2 idosos no mundo já sofreu discriminação. então se você nunca foi alvo do preconceito etário, é uma questão de tempo…


    só que o tema do envelhecimento vai se tornar cada vez mais inevitável pra todos nós. ainda mais no Brasil, onde a população está envelhecendo cada vez mais rápido. nesse contexto, como podemos pensar em novas relações com a velhice? a nossa e a dos outros.


    nesse episódio, contamos com a participação da escritora, palestrante e podcaster Isabel Dias, e também escutamos a pesquisadora Flavia Toledo.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da ⁠float⁠:

    ⁠Instagram⁠

    ⁠TikTok⁠

    faça parte do nosso grupo do ⁠Telegram⁠,

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠,

    e se vc quer ajudar a manter esse podcast no ar e receber conteúdos exclusivos, pode se tornar um membro através do ⁠apoia.se⁠.


    apresentação:

    André Alves

    Lucas Liedke


    referências:

    A Velhice — Simone de Beauvoir

    A invenção de uma bela velhice — Mirian Goldenberg

    estudo Globo sobre envelhecimento

    ​para mais links, acesse nosso Substack e nosso apoia.se

  27. DIS-FUNÇÕES DO SEXO

    50 Min.Folge 45

    como anda a nossa capacidade de elaboração a respeito da nossa sexualidade? a tal da inteligência erótica… que é parar pra refletir um pouco… por que e como fazemos ou deixamos de fazer sexo? e que sentido …

    Shownotes

    como anda a nossa capacidade de elaboração a respeito da nossa sexualidade? a tal da inteligência erótica… que é parar pra refletir um pouco… por que e como fazemos ou deixamos de fazer sexo? e que sentido temos atribuído (ou não) a essas fantasias e práticas?


    quando falamos de sexualidade, as perguntas transbordam. ainda que o sujeito contemporâneo, na sua condição cronicamente online, fale, pense e consuma tantos produtos e conteúdos sexuais, nas clínicas e nas redes fala-se abertamente de uma espécie de recessão sexual, especialmente entre os mais jovens.


    assexualidade, abstinência voluntária, muita pornografia e masturbação hi-tech, novas gramáticas obcenas. nesse episódio, abrimos apenas alguns dos grandes questionamentos sobre o sexo.. e suas funções… e dis-funções.


    para ampliar nossa escuta, contamos com o Pedro Ambra, psicanalista, doutor em Psicologia Social pela USP e autor de diversos livros, artigos e textos como O Ser Sexual e Seus Outros.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da ⁠float⁠:

    ⁠Instagram⁠

    ⁠TikTok⁠

    faça parte do nosso grupo do ⁠Telegram⁠,

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠,

    e se vc quer ajudar a manter esse podcast no ar e receber conteúdos exclusivos, pode se tornar um membro através do ⁠apoia.se⁠.


    apresentação:

    André Alves

    Lucas Liedke


    refs.:

    ​​Alguma vez é só sexo? — Darian Leader

    Manifesto contrassexual — Paul B. Preciado

    Três ensaios sobre a teoria da sexualidade — Freud


  28. SIGNIFICADOS DO ESPORTE

    1 Std. 3 Min.Folge 44

    quais os papéis do esporte nas nossas vidas? pra muitos, se exercitar é saúde física e também mental. é um jeito de desestressar, se equilibrar, “treinar para não enlouquecer”. o esporte também pode fazer muito …

    Shownotes

    quais os papéis do esporte nas nossas vidas? pra muitos, se exercitar é saúde física e também mental. é um jeito de desestressar, se equilibrar, “treinar para não enlouquecer”. o esporte também pode fazer muito pelas nossas relações e até nos ajudar a elaborar questões políticas, culturais e psicossociais. só que, nos últimos anos, a cultura de massa — e o mercado — parecem reduzir tudo isso a uma única questão: superar limites. mas qual é o custo do imperativo da ultraperformance?

    nossa relação com esportes sempre foi permeada por misturas complexas de esforço e satisfação; e, nas últimas décadas, o consumo e a mídia passaram a fazer parte dessa equação. nessa onda, os atletas se tornaram uma mistura intrigante de heróis, celebridades e influenciadores. e na paralela, passamos a acreditar que todo mundo pode ser um grande atleta. ou será que quase todo mundo?

    as Olimpíadas de Paris desse ano marcam 100 anos desde a última vez que a capital francesa sediou os jogos. lá em 1924, existiam apenas 17 esportes, hoje são 32. naquele ano, apenas 5% dos atletas eram mulheres. esse ano, pela primeira vez na história, haverá uma paridade total de gênero; e a cerimônia de abertura vai ser assistida por mais de 1 bilhão de pessoas.

    tudo isso parece nos mostrar como o esporte realmente ocupa um espaço enorme na cultura. quem tá fora do mundo dos esportes parece que tá perdendo alguma coisa bem importante!.. mas o quê?

    para elaborar algumas dessas questões, contamos ainda com a participação da ⁠Paula Figueira⁠, que é psicóloga clínica esportiva, psicanalista e explora caminhos para uma alta performance com mais leveza e qualidade de vida através do cuidado com a saúde mental. e também com o ⁠João Ricardo Cozac⁠, que é pós-doutor em psicologia do esporte e tem mais de 30 anos de experiência nesse campo. é presidente da Associação Paulista da Psicologia do Esporte e autor de vários livros sobre o assunto.

    * esse episódio tem o apoio da ⁠Under Armour⁠, uma marca que já foi gringa, mas há alguns anos está presente em todas as academias do Brasil, respirando performance, tecnologia, design e conforto e se relacionando com diferentes comunidades do treino… e o treino, como sabemos, pode ser o pontapé inicial ou a base para a prática de qualquer esporte.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da ⁠float⁠:

    ⁠Instagram⁠

    ⁠TikTok⁠

    faça parte do nosso grupo do ⁠Telegram⁠,

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠,

    e se vc quer ajudar a manter esse podcast no ar e receber conteúdos exclusivos, pode se tornar um membro através do ⁠apoia.se⁠.


    **apresentação:**

    André Alves

    Lucas Liedke


    refs.

    O Mal-estar no Esporte: um olhar psicanalítico — Fabio Menezes dos Anjos

    Temas em Psicanálise no Esporte — João Ricardo Cozac

    Sobre Desistir — Adam Philips

  29. POR TRÁS DA MENTIRA

    1 Std. 4 Min.Folge 43

    ninguém gosta de quem mente o tempo todo, mas quão dispostos estamos a escutar a crueza da verdade? é difícil abandonar o jogo do “me engana que eu gosto”; ainda mais com tantos filtros, deep fakes, recursos de …

    Shownotes

    ninguém gosta de quem mente o tempo todo, mas quão dispostos estamos a escutar a crueza da verdade? é difícil abandonar o jogo do “me engana que eu gosto”; ainda mais com tantos filtros, deep fakes, recursos de inteligência artificial, bots e redes de manipulação.

    quase 90% da população brasileira admite já ter acreditado em conteúdos falsos. e ainda tem os conteúdos que não são falsos, mas são descabidamente tendenciosos, e a gente vai comprando ou rejeitando essas inverdades, e fica difícil habitar o meio termo. como sabemos, isso nos leva a polarizações radicais e muita repressão e negação da verdade.

    parece que ficamos bons demais em criar mentiras de verdade. narrativas que são tão convincentes porque nos dizem o que queremos ouvir, nos mostram aquilo em que queremos acreditar... e aí, temos outra alternativa além de topar tantas mentiras?

    nesse episódio, contamos com a participação de Leandro Karnal, historiador, professor, escritor e um dos maiores e mais respeitados pensadores brasileiros contemporâneos. e também com Tomás Chiaverini, jornalista, escritor e criador do aclamado podcast Radio Escafandro.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da ⁠float⁠:

    ⁠Instagram⁠

    ⁠TikTok⁠

    faça parte do nosso grupo do ⁠Telegram⁠,

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠,

    e se vc quer ajudar a manter esse podcast no ar e receber conteúdos exclusivos, pode se tornar um membro através do ⁠apoia.se⁠.


    **apresentação:**

    André Alves

    Lucas Liedke


    refs.

    O Futuro de uma Ilusão — Freud


    VIBES: ARTIFICIALIDADE AUTÊNTICA


    Lying: Moral Choice in Public and Private Life — Sissela Bok


    memes & trends em análise: "Romantize a sua Vida"


    Doppelganger: A Trip into the Mirror World — Naomi Klein


    Guerra cultural e retórica do ódio: crônicas de um Brasil pós-político — Castro Rocha


    O Pastor, Rádio Escafandro — Tomás Chiaverini


    A Pós-Mentira — Tomás Chiaverini


    Não existem fake-news: só mentira em massa, Tales Ab’Sáber

  30. MÃES SUFICIENTEMENTE NARCISISTAS

    1 Std. 10 Min.Folge 42

    dizem que não há nada no mundo igual amor de mãe. mas e quando esse amor não entrega “tudo” que supostamente deveria entregar? ou quando se descobre, a duras penas, que o cuidado materno não é algo que vem …

    Shownotes

    dizem que não há nada no mundo igual amor de mãe. mas e quando esse amor não entrega “tudo” que supostamente deveria entregar? ou quando se descobre, a duras penas, que o cuidado materno não é algo que vem naturalmente, mas é sim um amor conquistado? um amor que, em alguns casos, talvez nunca venha.

    ser mãe pode ser maravilhoso, mas também é difícil lidar com dores, injustiças, pressões e insatisfações. afinal, a maternidade cobra preços altos do sujeito, das relações e da posição da mulher no mundo.

    e pra coroar tudo isso, muitas dessas mulheres ainda correm um grande risco hoje em dia de serem chamadas de Mães Narcisistas. só que antes de tirar conclusões rápidas… vamos olhar para esse fenômeno com mais atenção? afinal, as mães merecem um pouco mais de escuta.

    para aprofundar esse tema, contamos com a participação da Daniele Sanches, psicanalista, doutora em Psicologia Clínica pelo Instituto de Psicologia da USP-SP, mestre pela PUC-SP e pesquisadora do Instituto Vox de Pesquisa em Psicanálise — e também escutamos a Elisama Santos, psicanalista especializada em relacionamentos familiares e autora de muitos livros que têm a coragem de encarar de frente essas questões.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da ⁠float⁠:

    ⁠Instagram⁠

    ⁠TikTok⁠

    faça parte do nosso grupo do ⁠Telegram⁠,

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠,

    e se vc quer ajudar a manter esse podcast no ar e receber conteúdos exclusivos, pode se tornar um membro através do ⁠apoia.se⁠.


    **apresentação:**

    André Alves

    Lucas Liedke


    refs.

    Manifesto Antimaternalista: Psicanálise e políticas da reprodução — Vera Iaconelli


    Criar filhos no século XXI — Vera Iaconelli


    Bebês e suas mães — Winnicott


    Um Amor Conquistado: O Mito Do Amor Materno — Elisabeth Badinter


    Feminilidade e Maternidade na Psicanálise — Thaís Becker de Campos e Monah Winograh


    A travessia da maternidade — Paula Nogueira Komniski

  31. AMOR ANIMAL

    1 Std.Folge 41

    para os 215 milhões de brasileiros, existem 168 milhões de animais de estimação no país. pois é, o Brasil é o 2º maior consumidor de produtos para pets, perdendo apenas para os EUA. hoje, vivemos em um país em …

    Shownotes

    para os 215 milhões de brasileiros, existem 168 milhões de animais de estimação no país. pois é, o Brasil é o 2º maior consumidor de produtos para pets, perdendo apenas para os EUA. hoje, vivemos em um país em que tem mais pet shops do que farmácias, mas por que será que somos tão apaixonados (e talvez até um pouco obcecados) por esses bichinhos?


    diversos estudos mostram como um animal pode trazer muitos benefícios para seu tutor ou tutora. faz companhia a quem se sente solitário. é um motivo pra sair de casa e de frente das telas pelo menos uma vez ao dia. um animal doméstico pode ainda ser uma ótima forma de exercitar o cuidado com o outro — e ficar menos ensimesmado. e até trazer conforto para atravessar as grandes perdas da vida. a fidelidade canina e a independência felina têm mesmo muito a nos ensinar.


    mas e quando essas relações com os animais começam a comprometer nossas relações humanas e outras áreas da nossa vida? daí parece até que se inverte um pouco a lógica — e é como se o pet que tivesse um humano de estimação.


    então não dá pra humanizarmos demais esses seres… a questão é: qual é o limite? o que a nossa relação com os animais diz sobre o estado atual das coisas, do nosso equilíbrio emocional e da saúde das nossas relações?


    para ampliar nossa escuta, nesse episódio contamos com as participações de Francisco Giugliano de Souza Cabral, doutorando em comportamento animal no Laboratório de Cães da USP pelo programa de pós-graduação em Psicologia Experimental do Instituto de Psicologia da USP; e com a socióloga, doutora em Sociologia Política e pesquisadora na área dos Estudos Animais, Kênia Gaedtke.


    para mais VIBES,

    acesse os perfis da ⁠float⁠:

    ⁠Instagram⁠

    ⁠TikTok⁠

    faça parte do nosso grupo do ⁠Telegram⁠,

    assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠,

    e se vc quer ajudar a manter esse podcast no ar e receber conteúdos exclusivos, pode se tornar um membro através do ⁠apoia.se⁠.


    **apresentação:**

    André Alves


    Lucas Liedke


    **refs.**


    — Teoria Psicanalítica do Amor pelos Animais / Christian Dunker


    — Amor aos Pets — Leandro Karnal


    — Com o que sonham os animais? — Revista Gama


    — Reinvenção da Intimidade — Christian Dunker


    — Petfluencers – Folha de SP


    — Sobre a relação humano-cão — Francisco Giugliano de Souza Cabral e Carine Savalli


    .